quinta-feira, 29 de abril de 2010

Casa museu Teixeira Lopes




Esta visita de estudo foi organizada pela Drª. Ângela Almeida professora do módulo Artes Decorativas. A cicerone do Museu funcionária há mais de 30 anos na Câmara Municipal de Gaia, fez a visita guiada ao grupo de Vitrinismo do CFPIC.
Esta Casa Museu encontra-se decorada com um vasto e rico mobiliário, esculturas, pinturas e cerâmicas de fábricas de familiares do artista inclusivamente os azulejos da mansão. Grande parte do mobiliário é de origem italiana, oriental com incrustações de marfim, bem assim como mobiliário português que se reporta ao estilo D. José, séc. XV e XVII, nos quase se podemos observar os pés em forma de patas de animais, produzidos em bronze.
Quanto à loiça toda ela de fina porcelana, desde conjuntos da Vista Alegre, Companhia das Índias, loiças de Limoges orientais, cristais italianos e nacionais. Grande parte desta loiça e cristais são decorados a ouro. Neste vasto espólio pode-se também observar decoração em prata, como faqueiros, artigos decorativos de toalhete, terrinas, castiçais, guarda-jóias, etc.

Este consagrado artista não teve descendência, tendo doado toda a sua fortuna à C. M. de V. N. Gaia. A sua casa era visitada por inúmeras individualidades nacionais e estrangeiras, quer a nível artístico bem como figuras de Estado. Teixeira Lopes tinha uma fixação especial por crianças, encontrando-se por isso imensa escultura em mármore e bronze, pinturas etc.
Muitas esculturas são alusivas às crianças, provavelmente por não ter tido filhos. O casamento deste artista não resultou, devido a preconceitos da época, a sua noiva não era virgem.

Os seus estudos foram concluídos em Paris e mais tarde foi professor de escultura na Escola de Belas Artes, no Porto.

Em anexo à Casa Museu encontram-se as Galerias Diogo de Macedo, construídas para conter o espólio também doado à Câmara Municipal de Gaia pela esposa do artista.

Pessoalmente gostei imenso da visita realizada uma vez que pude conhecer a vastíssima obra de Teixeira Lopes.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A minha experiência de Pinhole




A Pinhole é a arte de fotografar mais antiga de forma artesanal.
Esta arte consiste em fotografar um determinado objecto sem uma objectiva, ou seja com uma simples caixa de sapatos, pintada de preto, apenas com um orifício feito com uma agulha, tapada com uma janelinha que se abre na altura de fotografar, sendo esta exposição prolongada mais ou menos consoante o tempo atmosférico.
Antes de fotografar deve ser introduzida na referida caixa papel de fotografia. Para que esta experiência resulte terá que haver uma câmara escura na qual será aberta a caixa retirada a fotografia e revelada, ou seja passada por líquidos reveladores com contagem de tempo esta revelação é feita simplesmente com uma luz vermelha e bastante ténue, este processo faz começar aparecer a imagem do objecto fotografado.
No final do processo a fotografia é passada por água corrente e pendurada a secar numa antecâmara.
Esta experiência foi para mim muito gratificante, visto terem ficado bem as duas experiências que fiz.
Também tenho que referir que a pinhole pode ser executada com qualquer caixa inclusivamente com uma lata de sardinha.